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I JOINGG – JORNADA INTERNACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EM ANTONIO GRAMSCI
VII JOREGG – JORNADA REGIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EM ANTONIO GRAMSCI
Práxis, Formação Humana e a Luta por uma Nova Hegemonia
Universidade Federal do Ceará – Faculdade de Educação
23 a 25 de novembro de 2016 – Fortaleza/CE
Anais da Jornada: ISSN 2526-6950
AMERICANISMO E FORDISMO EM GRAMSCI
Monica Silva de Lima (Autora)1
Fernanda da Silva Santos2
PaulynneAlbuquerque Souza3
Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Faculdade de Serviço Social (FSSO)
RESUMO:
Este artigoanalisa o americanismo e o fordismo a partir do pensamento de Gramsci sob uma
abordagem das questões mais relevantes que assinalaram o processo de organização da
economia programática. Estudo baseado na análise de conjuntura articulada ao processo
histórico apreendido pelas conexões estabelecidas entre os aspectos mais gerais que delineiam
o americanismo, apresentado pela racionalização do trabalho com profundas implicações na
vida sociopolítica e cultural dos trabalhadores, visando adaptar a classe operária aonovo
padrão de acumular capital e restabelecer o desenvolvimento econômico da sociedade
capitalista.
Palavras-chave:Americanismo; fordismo; racionalização do trabalho.
RESUMEN:
En este artículo se analiza el americanismo y el fordismo del pensamiento de Gramsci en un
enfoque de las cuestiones más importantes que marcaron el proceso de organización de la
economía programática . Estudio basado en el análisis de coyuntura articulado al proceso
histórico capturado por las conexiones entre los aspectos más generales que delimitan el
americanismo , presentado por la racionalización del trabajo con profundas implicaciones
para la vida socio - política y cultural de los trabajadores , con el objetivo de adaptarse a la
clase obrera a la nueva norma para acumular capital y restaurar el desarrollo económico de la
sociedad capitalista .
Palabras clave:americanismo ;fordismo ; racionalización del trabajo.
1. INTRODUÇÃO
Este trabalho analisa o americanismo e o fordismo a partir do pensamento de Gramsci,
acerca dos problemas que marcaram o processo de organização da economia programática 4,bem
1
Assistente Social residente do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA-UFAL). Mestranda pelo
Programa de Pós-graduação em Serviço Social (PPGSS/ UFAL).
2
Assistente Social residente do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA-UFAL). Especialista
em Educação em Direitos Humanos e Diversidade/ UFAL.
3
Assistente Social residente do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA-UFAL).
I JOINGG – JORNADA INTERNACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EM ANTONIO GRAMSCI
VII JOREGG – JORNADA REGIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EM ANTONIO GRAMSCI
Práxis, Formação Humana e a Luta por uma Nova Hegemonia
Universidade Federal do Ceará – Faculdade de Educação
23 a 25 de novembro de 2016 – Fortaleza/CE
Anais da Jornada: ISSN 2526-6950
como suas implicaçõesna organização da sociedade, vale dizer, o “novo modo de vida” e o “novo
tipo de trabalhador” instaurado no início do século XX sob a centralidade do mundo produtivo.
Nesta pesquisaprocuramos desvendarosfundamentos do americanismo e compreender opapel que
assume na relação entre economia e política.
A nova relação estabelecida entre política e economia no pós 1917 ensejou o debate sobre o
americanismo refletido, segundo Dias (1999), como uma revolução passiva5 destinada a neutralizar
os antagonismos na própria sociedade capitalista, o que expressou e viabilizou o projeto de uma
“subjetividade histórica” alternativa. Nesse sentido, o americanismo foi a forma encontrada para
amortecer as contradições imanentes do capitalismo, não apenas como uma mera medida
econômica, mas como uma forma ideológica de profundos rebatimentos no campo sociopolítico e
cultural, particularmente, da classe operária.
Este trabalho foi realizado por meio de leituras e sistematização da obra de Gramsci para
compreender os aspectos conjunturais que determinaram o fenômeno do americanismo, bem como,
recorremos a autores contemporâneos que seguem a linha do pensamento gramsciano sob uma
explanação clara e concisa para facilitar a apreensão dos seus conceitos.
É um estudo relevante tanto para a sociedade, a respeito do desvelamento das mazelas
sociais através de um destrutivo processo do desenvolvimento econômico, quanto para o Serviço
Social, pois revela a base da questão social, hoje, sendo reflexo de um conjunto de medidas
adotadas pela estrutura produtiva que reflete nas precárias condições de reprodução da classe
trabalhadora com a qual o assistente social atua diretamente no cotidiano de sua prática profissional
e intervindo por meio de programas e políticas sociais.
2. Sistema taylorista-fordista
No início do século XX, frente à consolidação do capitalismo monopolista, a sociedade se
deparava com profundas transformações sociopolíticas e culturais que demandavam um
redimensionamento na produção através de novas formas de controle do processo de trabalho
Com a expressão “economia programática”, Gramsci se refere provavelmente ao planejamento socialista da economia,
tal como vinha sendo empreendido pela União Soviética. Para ele, tanto o “americanismo” quanto o fascismo –
considerados como formas de “revolução passiva” que respondem à Revolução de 1917 – acolhem elementos de
programação econômica na tentativa de conservar o capitalismo. (GRAMSCI, 2001, p. 367).
5
De acordo com Dias (1999), a revolução passiva implica na redefinição das formas de estruturação do capitalismo e
corresponde à necessidade de impor um conjunto de medidas de contratendência à queda da taxa de lucro e de tentar
neutralizar os antagonismos no interior do bloco capitalista.
4
2
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23 a 25 de novembro de 2016 – Fortaleza/CE
Anais da Jornada: ISSN 2526-6950
evidenciadas no sistema fordista que, de acordo com Dias (1999), não implicou em grande inovação
tecnológica, mas, no momento decisivo e necessário da reestruturação capitalista nos EUA e do
processo de subordinação do trabalho ao capital, como uma “atualização do projeto social
capitalista e não apenas uma mera fórmula econômica” (DIAS, 1999, p. 99).
O fordismo expressou um conjunto de medidas de contratendência à lei da queda tendencial
da taxa de lucro que incorporou e ampliou uma nova modalidade de gestão fabril, o taylorismo.
Para Dias (1999, p.99), “a gestão do processo produtivo é a forma condensada da política dos
dominantes, porque impõe, no processo de trabalho, a desigualdade real e a impossibilidade da
cidadania na esfera do privado”. A experiência taylorista apresentou a inaudita subsunção real do
trabalho ao capital; criou uma disciplina operária através da perda da subjetividade classista dos